Archive for the ‘Desporto e Associativismo’ category

Marcelo e Costa no futebol

Março 29, 2016

Marcelo e Costa, Presidente da República e Primeiro-Ministro, entenderam, e bem, assistir ao jogo Portugal-Bélgica que se realizou hoje em Leiria.

Para além do simbolismo que encerra a presença de ambos, tendo em conta os lamentáveis e horrendos crimes cometidos em Bruxelas, consideramos ser uma atitude absolutamente normal porque os dois gostam de futebol.

Ser estadista é ser cidadão… 

a.fontinha

Ronaldo, um sonho português

Janeiro 12, 2015

Ronaldo é um exemplo. Ronaldo é o melhor futebolista do mundo.

Ronaldo é um profissional que em cada dia que passa procura mais e melhor.

Ronaldo é um orgulho de todos os portugueses.

Obrigado Ronaldo.

Alfredo Fontinha

 

Liga dos Campeões na RTP1

Novembro 20, 2014

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A RTP1 candidatou-se à aquisição dos direitos de transmissão televisiva da Liga dos Campeões por três épocas, dizem que por 18 milhões.

As estações privadas dizem que é um escândalo, embora muito interessadas no negócio, e têm o apoio do Governo. Estranho, muito estranho, ou se calhar não, o Governo está sempre contra o serviço público.

Se a UE considera estes jogos de “eventos de interesse público”, se as receitas provenientes da publicidade ultrapassam em muito o investimento quais os interesses que estão em jogo? E o Governo está contra!…

Eu cá por mim que pago uma taxa no recibo de electricidade para a RTP estou inteiramente de acordo que os seus dirigentes façam este negócio. É bom, pode ser que no futuro a taxa possa até ser mais baixa (!). Para além do mais defendo que tanto a rádio como a televisão públicas são bens inestimáveis que devemos preservar.

Neste assunto estou de acordo… deixem os mercados funcionar!

Alfredo Fontinha

 

Desportivamente falando

Agosto 6, 2014
“No hóquei em campo havia quase uma dezena de equipas disputando o Campeonato Principal. E outro, de Reservas! No Básquete, idem, com recintos apinhados de gente. E no Vólei. E no Hóquei em Patins. E no Andebol (de onze), que chegou a encher o Estádio do Lima num Portugal-Espanha! E no Ciclismo, com a pista do Lima sempre a rolar – até se corriam “24 horas à Americana”, e a Volta a Portugal, atravessando ou começando no Burgo, com as ruas em delírio.
Boxe e Luta Livre eram no Parque das Camélias, no de Duque de Loulé e, no Inverno, no Palácio entusiasmado. Rezam as crónicas que até o Water-Polo atraía milhares de espectadores à Bacia de Leixões ou ao Rio Douro, limitados com cordões, já que piscinas eram luxo dispensável, tal como Pavilhões e outras folestrias.
Mas esta era uma cidade densa, habitada, vibrante e estuante de actividade desportiva praticada e não vista na T.V. A cidade dos 300 000 habitantes. Da Baixa povoada, do comércio porta sim, porta sim. A cidade dos Grandes Prémios automobilísticos e dos 3 ou 4 campeonatos de futebol – quase todo amador. Dos clubes em cada Bairro e dos campos espalhados de Campanhã à Foz.
Da perda da influência e competitividade desportiva fala-se pouco, quando é tão perniciosa para a afirmação da qualidade urbana e social do Porto quanto a perda da sua expressão económica, financeira e cultural. E não é o facto de haver cada vez mais gente a correr pela marginal e nos Parques ou a andar de bicicleta por aí que salva o Burgo da inanição desportiva.
Por tudo isto e por todas as frustrações acumuladas, não posso deixar de saudar efusivamente o regresso do Boavista à 1.ª Liga. Fazia falta. Sem ele, a cidade não era a mesma, perdida na tristeza dos desertos cívicos. E que fique por muito tempo. Pelo Porto.”
2014©helderpacheco

BOAVISTA

Fevereiro 24, 2013

Boavistadeptos2001

“1. Neste espaço, ao longo dos últimos anos, e em declarações públicas diversas, fomos acompanhando o desenrolar do “Caso Boavista”, não dominando, todavia, todos os necessários pormenores do processo (ou processos).

Nunca nos pronunciámos sobre a questão material, ou seja, se o Boavista e os seus dirigentes praticaram ou não as infracções disciplinares pelas quais vieram a ser sancionados na “Noite das facas longas”, em 2008.

2. O desenrolar dos processos oriundos do Apito Final, fundamentalmente em tribunal, mesmo os relativos a outros agentes desportivos, foi-nos dando indícios que, independentemente da questão de fundo, temas tão importantes como os meios de prova utilizados no processo disciplinar desportivo precipitavam um final contrário às intenções da acusação, colocando em crise as próprias decisões sancionatórias.

3. Sempre, ao longo deste período, fui sustentando que, caso a “razão” assistisse ao Boavista, o direito à participação na I Liga deveria ser equacionado, repondo-se a situação competitiva da qual foi afastado.

4. Confesso que não esperava que esse resultado fosse alcançado no âmbito da justiça desportiva e – lá está a necessidade de conhecer os processos em detalhe – com fundamento na prescrição do procedimento disciplinar.

5. Da decisão do Conselho de Justiça resulta, a nosso ver, um efeito imediato: a participação do Boavista na próxima época desportiva na I Liga. Tal vai exigir uma resposta excepcional, dadas as circunstâncias, por parte da Liga, com o sentido de executar a decisão sem colocar em crise expectativas e interesses dos clubes que nesta época disputam as duas competições desportivas profissionais, eventualmente irradiando efeitos para as não profissionais.

6. Depois, e não é pouco, fica a questão da eventual responsabilidade civil pelos danos que o clube terá sofrido. Pode parecer estranho ao leitor, mas, neste momento, sem conhecer todos os contornos de quase cinco anos de processos, ao contrário da minha convicção quanto ao efeito desportivo, afigura-se-me mais complexa a questão civil.

7. Não faltarão opiniões, mas convém, pelo menos, que quem as profira leia as decisões, “perca tempo” e, em alguns casos extremos, estude Direito.”

José Manuel Meirim é professor de Direito do Desporto

PERecer atrás do xadrez…

Dezembro 12, 2012

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“Eterno amante da cidade do Porto, costumo hiperbolizar as suas imensas virtudes e perdoar-lhe um ou outro defeito. E é neste território granítico que priorizo gostos e ambições.

Nesse sentido, sou um portista atípico: adepto do FCP, suspiro pelo Boavista e até sou capaz de correr pelo Salgueiros. Vibro com as conquistas dos azuis-e-brancos e lamento que os axadrezados e o clube de Paranhos tenham descido ao inferno financeiro e desportivo.

Enquanto o Salgueiros recomeçou do zero, militando actualmente no terceiro escalão, o Boavista sobrevive na II B e anda há muitos anos a escapar à falência. Com receitas residuais, o passivo do Bessa, entre clube e SAD, deverá rondar os 90 milhões de euros. É sabido que o descalabro financeiro teve como agente principal a decisão de construir um estádio manifestamente desmesurado para as suas reais necessidades.

E também é verdade que foi o Estado, no auge da excitação com a organização do Euro 2004, que empurrou o Boavista para fazer um recinto que quase triplicou o custo do seu projecto inicial, sem que nunca tenha compensado o clube pelo valor excedentário suportado para a sua construção. Certo é que desde 2004 que a Somague vinha assumindo múltiplos acordos com o Boavista para o pagamento da dívida, que já se aproxima (com juros) dos 40 milhões de euros. Cansada de “acordos nunca cumpridos”, a Somague chegou a apresentar, em Setembro de 2010, um pedido de insolvência do clube. Sem sucesso.

Agora, de supetão, o Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia, que nunca decretou a insolvência do Boavista Futebol Clube, despachou favoravelmente a sua adesão ao Processo Especial de Revitalização (PER), com dívidas da ordem dos 50 milhões de euros. Então o recurso ao PER não é apenas permitido às empresas em “situação económica difícil” ou em situação de insolvência meramente iminente, definindo-se como tal, de forma expressa, as que “enfrentam dificuldades em cumprir pontualmente as suas obrigações”? Irra, o Boavista está em incumprimento praticamente desde o início do século. PERgunta básica: a quem e para que serve o PER?

Em Outubro de 2007, João Loureiro demitiu-se da presidência dos axadrezados. Poucos meses depois, na sequência do caso Apito Final, o clube foi condenado à descida de divisão. Nunca mais se recompôs. Loureiro está de volta. Cheira-lhe que o Boavista pode ganhar nos tribunais a subida de divisão, o perdão de dívidas e uma indemnização choruda. O legislador é coxo, a Justiça é cega!”

Rui Neves

Deixem o Cristiano Ronaldo em paz!

Junho 14, 2012

(…) “Ronaldo não tem culpa que a imprensa e meia dúzia de comentadores de pacotilha expectem dele o que nunca prometeu. Não tem culpa das fasquias elevadas que permanentemente lhe colocam. Não tem culpa que alguns não percebam que a seleção não é o Real Madrid ou o Manchester United e que Paulo Bento não é, e nunca será, José Mourinho ou Sir Alex Ferguson. Portugal nunca ganhou nada e ouço-os falar e exigir como se fossemos campeões do mundo, da Europa e da zona de Óbidos. Ronaldo não tem culpa que lhe tirem o prazer de jogar à bola como se fosse um puto, como gosta e sabe fazer. Ronaldo não tem culpa que não o deixem ser o Cristiano porque tem de carregar a nação futebolística às costas, compensar os insucessos de um país que pouco mais tem para se contentar e entreter nesta fase do campeonato do que com os pontapés na bola da seleção nacional.

O mais engraçado é saber que estes que agora o queimam alegremente na fogueira, a mesma fogueira que acenderam para o idolatrar, vão ser precisamente os mesmos que o vão louvar e levar no andor se no próximo Domingo se a coisa correr bem. E vão, com o mesmo desplante, dizer que sempre acreditaram nele. É o Portugal bipolar.”

Tiago Mesquita