Carlos Costa: o ainda governador do BdP

O que esperar de um governador do BdP que em lugar de salvaguardar os legítimos interesses de milhares de clientes (depositantes, particulares e institucionais) fortemente penalizados por um banco cujas práticas já se verificaram ser ilegítimas e mafiosas – protege os interesses duma banca pérfida, corrupta e de gestão danosa?

– O que esperar de um sujeito que tem manifestado ataques fulminantes de amnésia quando foi chamado a tribunal a fim de explicar as contradições das off-shore do BCP – do qual era director-geral para o sector internacional?; e quando criticou investimentos públicos em Portugal que financiou enquanto administrador do Banco Europeu de Investimentos (BEI); e frequentemente ultrapassou, pela direita ultra-liberal, a lógica destruidora de “ir além da troika” do Governo pafioso – enquanto se opunha à integração de medidas de austeridade na instituição que dirige.

O que dizer de um gestor que finge desconhecer as práticas bancárias que se passavam num banco com a dimensão do BES, nunca tomando medidas de salvaguarda para proteger e defender o interesse público, a que o BdP está obrigado?

Que Regulador foi esse que (???), em vez de proteger e defender o interesse público deixou a situação financeira do BES apodrecer e levar à ruínas milhares de portugueses que investiram no banco de Ricardo Salgado com aplicações financeiras que eram puros depósitos a prazo, logo com capital e juros garantidos?

Todo o percurso de Carlos Costa foi e é sinuoso, contraditório, incompetente, laxista e profundamente lesivo do interesse público em favor sabe-se lá de quê e de quem?! 

Em qualquer país civilizado, os media já teriam posto a nu todas essas gritantes contradições e obrigado Carlos Costa a demitir-se. Em vez disso, os media calam-se e jogam um manto diáfano sobre a gestão ruinosa do mais incompetente Governador do BdP, que nunca teve uma palavra de conforto para com os lesados nem, mais grave, cumpriu a sua palavra. Ou seja, após ter reunido o capital para compensar os lesados acabou por utilizar esses capitais para capitalizar o “Novo Banco” – deixando na miséria os legítimos donos do dinheiro: os depositantes enganados. 

Parece até que o ainda Governador do BdP não tem sido senão um zeloso gestor definido por Schauble e por Frankfurt, seguindo a regra da austeridade das instituições financeiras contra os verdadeiros donos do dinheiro, que continuam, em vão, a procurar recuperar aquilo que por direito lhes pertence. 

Ora, foi isto que o PM, António Costa, referiu e fez pressão para que o Governador não arraste mais tempo a decisão que permitirá ressarcir os clientes/depositantes. Por extensão, ninguém hoje defende a manutenção de Carlos Costa no cargo, salvo Passos e a gang de Massamá que ainda não se convenceu que já não governa Portugal, e pretende que a banca corrupta – como foi o BES de Ricardo Salgado – continue a esbulhar clientes que, um dia, cometeram o grave pecado de ter confiado em quem não deviam. 

Será que C. Costa poderia ter feito mais??

Podia. Por um lado, podia ter prevenido que o BES caísse na rua; por outro lado, podia igualmente ter-se demitido na primeira ocasião, declarando-se impreparado para assegurar o papel de regulador nesta fase conturbada da vida pública nacional.

Mas o Governador está mais preocupado em dar indicações aos serviços dos Recursos Humanos do BdP para facilitar a empregabilidade de um dos filhos de Durão Barroso, que tinha um CV miserável para o desempenho das funções em vista, do que em zelar pela observância da missão e das regras de funcionamento do BdP.

Numa palavra: de Carlos Costa não reza a história, e se os portugueses têm falta de confiança é nele e na instituição que ainda dirige, para mal dos nossos pecados. Por isso, foi mais do que justificada a pressão que o PM em funções fez para que o ainda Governador tome as medidas que se impõem para ressarcir o direito das pessoas e instituições lesadas pela práticas corruptas e criminosas que o BES cometeu e com o conhecimento e/ou cumplicidade do BdP e do seu governador.

Ambos, de facto e de iure, se deveriam sentar no banco dos réus. Oxalá que o estado de direito em Portugal ainda possa funcionar e não seja mais uma palavra vã.”

Macro

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