Os arrebentas da social-democracia em Portugal

“Quando se evoca a social-democracia não devia ser em vão, como, aliás, se governou durante 4 longos e penosos anos. Devia fazer-se corresponder a social-democracia com a promoção activa da justiça social mediante adequadas intervenções do Estado – através de políticas públicas – que visariam a diminuição das injustiças e desigualdades no âmbito do sistema capitalista.

– Será que foi isso que Passos fez durante 4 longos e penosos anos?

Quando se evoca a social-democracia devia ter-se em atenção a eficiente regulação do Estado na economia em ordem a promover o bem comum, ou do maior número e não excluir milhões de portugueses do acesso à Saúde, à Educação, à Cultura e aos bens primários à vida.

– Será que foi isto que Passos fez durante 4 longos e penosos anos?

Quando se evoca a social-democracia devia promover-se a democracia representativa e o regular funcionamento das instituições, e não dinamitar a Constituição da República Portuguesa – cujos fundamentos e princípios só foram repostos por acção directa do Tribunal Constitucional, cujos acórdãos impediram que o Governo de Passos violasse pela 4ª vez o Orçamento de Estado, o instrumento mais importante do funcionamento do Estado, já que sem a sua devida aprovação nada mais funciona.

– Será que foi isso que o proclamado social-democrata de polichinelo Passos fez durante 4 longos e penosos anos?

O marialva Passos confunde tudo, num misto de má fé e ignorância: confunde ideologias, agravou as condições de vida dos portugueses por via da desigual distribuição dos seus rendimentos, salários e património; em lugar de posicionar o PSD no centro-esquerda converteu o partido, que um dia foi de Sá Carneiro, num feudo ultra-liberal que visou ser mais papista que a troika e levar a cabo um programa de pseudo-reformas no Estado que visavam, tão somente, desmantelar o Estado social e vender a retalho os sectores da Saúde e Educação a grupos amigos do sector privado que apenas pretendem fazer negociatas com esses sectores na economia nacional.

Passos não foi um reformista, como pressupõe a ideologia política da social-democracia, foi apenas um vendedor de banha-da-cobra que dizia uma coisa em Bruxelas e o seu oposto aos “piegas” dos portugueses que ele convidou a zarparem da sua “zona de conforto”. Até na terminologia o sujeito foi idiota, além de prejudicar seriamente a vida e os legítimos interesses dos portugueses.

O reformismo deste ultra-liberal traduziu-se, afinal, num pacote de privatizações, na lógica de vender os dedos e os anéis do Estado ao desbarato, com isso procurando fazer receita para “inglês ver” e ludibriar os portugueses em contexto de campanha eleitoral, como fez abusivamente com a promessa da devolução da sobretaxa do IRS.Mais uma…

Para este arrebenta da economia nacional ser social-democrata implicaria ser um mentiroso compulsivo, um vendedor do Estado do pataco, alienar a EDP, a TAP, a REN, etc aos chineses com isso agravando as facturas da energia aos consumidores finais nos lares e nas empresas portuguesas.

Como se chama um sujeito assim: que em vez de ser do centro-esquerda, foi um agente de extrema-direita; em vez de promover os ideais da classe média esbulhou-a grosseiramente através de impostos ilegais e iníquos ; em vez de ser um agente político reformista e gradualista foi uma espécie de Ricardo Salgado que actuou sobre 10 milhões de portugueses como se todos tivessem comprado as aplicações financeiras do BES.

No fundo, Passos é aquilo que sempre foi: um pequeno gestor de empresas lançado por Ângelo Correia, sem saber e experiência de gestão que fez falir o Estado, agravando os seus défice e a dívida pública (e demais indicadores socioeconómicos), arrastando os portugueses para o desemprego, para a falência e para a emigração compulsiva. Além de governar contra a Constituição, o que fez dele um fora-de-lei que colocou o Estado numa situação ilegal dando um péssimo exemplo aos cidadãos-contribuintes, utilizou uma linguagem cretina e dúplice: uma para consumo de Bruxelas, outra para continuar a enganar os pacóvios que não quiseram sair da sua zona de conforto.

Foi esta desgraça que Pedro, Paulinho, Vitor Gaspar, Mª Albuquerque – todos com a conivência criminosa de Cavaco a partir do farol de Belém – deixaram em legado ao país – que agora António Costa anda a tentar refazer, também com um discurso e uma matemática orçamental que levou a UE a ter reservas às estimativas do OE/2016.

Passos é tudo menos social-democrata, cuja ideologia desconhece, e os seus companheiros de route são tão neoliberais quanto ele, e isso num país de depende do Estado para quase tudo era, antecipadamente, a certidão de óbito dum tecido económico que já se encontrava débil, e a que Passos enterrou com as suas miseráveis políticas ultra-liberais que agravaram todos os indicadores de desenvolvimento social, económico e financeiro em Portugal nos últimos 4 anos entre nós.

Eis o legado desses arrebentas que deixaram Portugal ligado às máquinas, e que Passos, por mera questão de campanha interna ao PSD, tenta relançar com o fito de renovar a sua liderança no partido que também ajudou a destruir.”

Macro

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