Herança a benefício de inventário

“(…) 2. À medida que o Governo for abrindo os armários encontrará os esqueletos, nem sempre com etiqueta de preço. Os já conhecidos (défice acima do previsto, TAP, empresas de transportes, bancos) serão tratados à parte. As dívidas da Saúde – hospitais, medicamentos, dispositivos médicos, serviços adquiridos ao exterior, convencionados – podem facilmente ultrapassar 1,5 milhares de milhões de euros. Na Educação o panorama será menos grave mas mais vinculativo, porventura, nas benesses futuras prometidas ao ensino particular e privado.

Que posição deve ter o novo Governo? A meu ver a única possível: honrar os honráveis e descartar os que representam mera promessa política e ideológica. Nada como divulgar a lista dos créditos e credores, transparência exigida por lei, de resto. Pode ser que alguns se envergonhem. Em tempo pós-eleitoral, somos todos herdeiros de menor idade. O inventário orfanológico é a única forma de proteger o interesse público. (…)”

António Correia de Campos

 

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