Coiso interrompido

Publicado em Maio 22, 2012 por alfredofontinha
Categorias: Política

Enumerar as trapalhadas acumuladas pelo governo no último ano seria fastidioso para o leitor e incompatível com a dimensão desta coluna.

Fiquemo-nos por isso pelas da última semana, em que Passos Coelhos garantiu aos desempregados que não devem desperdiçar as oportunidades proporcionadas pela sua situação. É notório que o nosso primeiro sabe muito acerca de oportunidades (sendo que em geral não perde a de estar calado), nomeadamente as que lhe foram dadas por Ângelo Correia.

Seguiu-se o senhor dos pastéis de nata e a sua mui freudiana alusão ao preocupante aumento do coiso, vocábulo de assinalável flexibilidade e polivalência, cujos usos são virtualmente inesgotáveis. Onde Passos viu hipóteses de empreendedorismo, quis Álvaro Santos Pereira demonstrar os dotes de oratória e criatividade semântica que fazem dele um dos produtos portugueses que todos gostaríamos de ver exportados. É difícil encontrar alguém tão competente na utilização do coiso.

Sempre invejoso do protagonismo alheio, veio o ministro da espionagem intimidar uma jornalista do Público, sobre cuja vida privada parece estar bem informado, para os efeitos que se sabe e recorrendo aos métodos que se imaginam. Tendo as declarações de Relvas relativamente aos serviços secretos e ao seu ex-director sido tão cabalmente esclarecedoras, é apenas natural que se sinta incomodado quando alguém lhe sugere que elas estão cheias de incongruências.

Felizmente acabou tudo em bem e o malicioso artigo onde elas eram esmiuçadas ficou numa gaveta. A isso se chama, na gíria jornalística, um coiso interrompido.

Ricardo Noronha no “i”

Frase a frase a semana toda

Publicado em Maio 22, 2012 por alfredofontinha
Categorias: Sociedade

O Sporting ganhar alguma coisa era uma hipótese meramente académica.

Nunca um Presidente americano fez tanto pelos europeus: Obama assistiu ao desempate a penáltis num jogo de soccer.

Paradoxo é uma palavra inventada para tapar um esquecimento, coiso, fazer-nos logo lembrar o nome de um ministro.

Quem vai sair primeiro do Euro: Paulo Bento ou Vítor Gaspar?

História repetir-se é a Grécia ficar em primeiro num campeonato europeu (o da saída do euro) e nós em segundo.

Conhecem coisa mais badalada que os nossos serviços secretos? Os superespiões de todo o mundo assassinam, primeiro, e escondem as pistas, a seguir; por cá anunciam sopapos no Facebook e depois não dão.

Hollande defende o crescimento, o que é natural em alguém com nome de país baixo.

Enquanto pedia a demissão de Miguel Relvas, a oposição tremia toda: no desemprego, ele ia ficar ainda com mais oportunidades.

Grande industrial, Tomé Feteira deve a sua fortuna à “Empresa de Limas Tomé Feteira”, o que não quer dizer que todos os seus próximos tenham tido a mesma sorte com essa ferramenta.

Os nossos bancos não querem ser como os gregos, o nosso Governo não quer estar como o grego, os portugueses não querem ser gregos, exceto o Bloco de Esquerda, para o qual ser grego era a cereja em cima do bolo.

O dono de um café de Faro, para combater a crise, cobra 50 cêntimos por copo de água da torneira e ainda não percebeu que o copo vai ficar-lhe meio vazio.

Ferreira Fernandes

Pela boca não morre o peixe

Publicado em Maio 21, 2012 por alfredofontinha
Categorias: Política

Pressão é uma palavra aceitável, retaliação não é. A ira instantânea é uma reacção admissível, a chantagem é uma opção cobarde. O protesto e o processo são exercícios para a razão, a ameaça pessoal é um embate para esmagar. Nem ter toda a razão é razão que chegue para destruir quem não nos convém.

O caso da pressão de Miguel Relvas sobre uma jornalista do Público ficará por aqui. Há suposições por esclarecer e menções por confirmar. Dos dois lados. Mas o que se sabe basta para ter opinião. E é precisamente a inconsequência política que exige que se desafie quem desafia. Para que fique escrito. Porque é no medo que a covardia se inspira.

Não é corporativismo, é cidadania. Paroquial é achar que isto é uma questão entre um político e uma jornalista. Não é, é uma questão entre o poder político e quem o noticia, analisa – e interpreta. O poder do ministro não é dele. O poder da jornalista não é dela. Ambos são do Estado; do povo que o elegeu e pela lei que a protege.

É normal que jornalistas sobrevalorizem um ataque, é preocupante se os leitores o desvalorizam – é alarmante se os democratas o desprezam. Se Miguel Relvas ameaçou o Público de “black out” do Governo, isso é grave; se ameaçou revelar na Internet dados pessoais da jornalista, em retaliação, isso é escandaloso; se isso é verdade e não há consequências, então o problema não é deste forte ser bruto, é de outro forte ser fraco. Quem, nesse caso, nos falhou não foi Miguel Relvas, foi Passos Coelho.

psg@negocios.pt

Semanada

Publicado em Maio 20, 2012 por alfredofontinha
Categorias: Política

Esta foi a semana marcada por um derby político, por se tratarem de segundas figuras diriam os portistas que seria um campeonato da 2.ª Circular, enfrentam-se duas conhecidas figuras do PSD disputando a atenção da comunicação social. Duarte Lima disputa o estatuto de primeira figura a Miguel Relvas, a grande segunda figura do Cavaquismo decadente enfrenta a grande segunda figura do passismo cadente. Do primeiro o velho amigo nada disse, ao contrário do que sucedeu com Dias Loureiro, em relação a Duarte Lima o presidente optou pelo silêncio. Já Passos veio em defesa de Relvas no caso das secretas, mas quanto às supostas pressões sobre o Público parece estar a ver como estão as coisas. Cavaco está em Timor, Passos parece estar ainda mais longe.

É uma pena que não estejam ambos em Cabo Verde a verdadeira capital do Cavaquistão, por lá Miguel Relvas é banqueiro, por lá andou retirado Dias Loureiro, por lá o Isaltino ganhou uma courela de terreno para construir uma casa, por lá passam os negócios de Duarte Lima. Enfim, as ilhas do Atlântico começam a parecer a Quinta da Coelha do Passos Coelho. Enfim, se o PSD em vez de ser um partido fosse uma empresa a sua sede em vez de ser na São Caetano à Lapa seria na Ilha do Sal, no Sal porque com a durabilidade de alguns cavaquistas até parece que essa gente se conserva em salmoura.

Parece que a Zita Seabra está cada vez mais próxima da Opus Dei, em relação ao ponto de partida a distância é tão grande que em termos astronómicos parece que a Lua abandonou a órbita da terra para ir orbitar Plutão que já nem é considerado um planeta. Já estou a imaginar a cerimónia da beatificação de Zita Seabra, a fervorosa comunista, a jovem trabalhadora modelo dos tempos da ex-URSS, a afilhada de Álvaro Cunhal, progenitora de pioneiros de pedigree garantido, chefe dos caceteiros do antigo MJT arrepende-se de todos os seus pecados, vê Josemaria Escrivã e converte-se à Opus Dei. O Jumento vai oferecer-lhe um metro de arame farpado, dá jeito para as suas eucaristias mais íntimas.

Ao mandar papelinhos para a ERC para que esta analisasse o caso Público o ministro Relvas mais não fez do que escolher o terreno em que pretendia ver o seu caso analisado, resta saber se por uma questão de imparcialidade ou por conveniência pessoal. Invocar inocência por ter enviado alguns papelinhos pra a ERC é gozar com a inteligência dos portugueses, no momento em que o fez o debate do seu comportamento já era inevitável e o recurso à ERC vai permitir a Relvas evitar qualquer julgamento, principalmente no parlamento.

O Jumento

Seguro, até quando?

Publicado em Maio 19, 2012 por alfredofontinha
Categorias: Política

Passos Coelho convidou António José Seguro para uma conversa no seu gabinete. Diz o DN:

«O secretário-geral do PS considerou hoje, no final de uma reunião com o primeiro-ministro, que foi retomado o “diálogo político” entre o Governo e o seu partido, que será agora testado no Parlamento, na próxima semana.

Houve um retomar do diálogo político. Agora esse diálogo político será testado em termos concretos nas votações que vão ocorrer no Parlamento”, afirmou António José Seguro, na residência oficial de São Bento, em Lisboa, onde foi recebido por Pedro Passos Coelho durante cerca de duas horas.

Segundo o secretário-geral do PS, “o diálogo político pelo diálogo político é pouco, precisa de ser traduzido em medidas e em propostas concretas” e “cabe agora à maioria de direita que existe no Parlamento a resposta à iniciativa e às propostas” dos socialistas.»

O primeiro-ministro passou-lhe a mão pelo pêlo, foi mais uma conversa da treta, e o Seguro vai continuar a ser enganado, o que é grave, porque além de se enganar a si próprio, engana o Partido Socialista e engana os portugueses.

O primeiro-ministro já deu provas suficientes de que não é uma pessoa que mereça confiança. As políticas que tem desenvolvido são a negação completa da política. O País não pode continuar a ser governado por gente tão desqualificada.

António José Seguro tem de arrepiar caminho. Não pode continuar a ser muleta de Passos Coelho. Esta direita que desgoverna Portugal, um governo de incompetentes, de gente arrogante, insensível, persecutória e pesporrenta, não pode contar com o apoio dos democratas. A democracia que se vive nestes tempos em Portugal é uma pura utopia.

Os portugueses merecem muito mais e muito melhor e Seguro terá de fazer a sua escolha… Chega!

Alfredo Fontinha

Não é asfixia democrática, é asma

Publicado em Maio 19, 2012 por alfredofontinha
Categorias: Política

Imagine-se que um ministro de José Sócrates telefonava a uma jornalista do jornal Público ameaçando boicotar o jornal e divulgar pormenores da vida íntima da jornalista na Internet.

Cavaco Silva nem teria chegado a Timor e já estaria de regresso a Lisboa quase sem fazer escalas. O presidente do PSD já estaria a dar uma conferência de imprensa acusando Sócrates de asfixia democrática. O senhor do sindicato dos magistrados do Ministério Público já teria vindo a público denunciar que o governante teria cometido meia dúzia de crimes. O José Manuel Fernandes, então director do Público, não se calava e até os cachorros de Passos Coelho não parariam de ladrar não deixando ninguém dormir em Massamá.

Mas como está em causa o luzidio banqueiro cabo-verdiano o fim-de-semana prossegue tranquilo, o Público chega a ser ternurento informando os seus leitores que não é tradição do jornal divulgar ameaças e que não havendo crime tinha dado o assunto por encerrado. Ficamos a saber que para o jornal Público os ministros só são notícia se cometerem algum crime e que ameaçar uma jornalista e fazer chantagem ameaçando-a de divulgar pormenores da sua vida íntima na Internet não é crime.

O jornal Público deu aqui provas de grande generosidade, não encontrou nenhum crime no comportamento de Relvas, a chantagem de um político não é notícia, saber como é que Miguel Relvas conhece a vida privada dos seus jornalistas não se reveste de interesse jornalístico e que recursos tem Relvas na Internet para prejudicar alguém também não é questão que não deve motivar a curiosidade do jornal. Apresentado o devido pedido de desculpas o assunto está encerrado.

Crime ou não o que Miguel Relva fez é digno de um capo mafioso, sabe da vida íntima da jornalista porque alguém o informou, tem forma a de fazer disseminar essa informação através da Internet sem ser identificado e usa tudo isto para ele próprio fazer chantagem sobre uma jornalista. É tão mafioso o comportamento do político como o é a a actuação dos responsáveis do jornal que permitiram que um dos seus fosse chantageado por um político, provavelmente porque sendo este poderoso os pode prejudicar ou pagar-lhes bem o silêncio.

Tudo isto passa-se em Portugal em 2012, um país que tem um governo que por governar num contexto financeiro difícil acha que pode desprezar a constituição, ignorar a oposição, desconsiderar o parlamento, chantagear os jornalistas e sujeitar todo um povo a uma austeridade que mais do que uma imposição do memorando com a troika resulta de uma agenda política de extrema-direita não sufragada pelos eleitores e imposta com recurso a mentiras e à manipulação da informação, como sucedeu com o falso desvio colossal descoberto pelo ministro das Finanças.

Isto não é asfixia, é asma democrática.

O Jumento

Funerais à Benfica

Publicado em Maio 18, 2012 por alfredofontinha
Categorias: Sociedade

Depois da época que o Benfica fez acho que os adeptos devem ter ficado satisfeitos, e principalmente esperançados, com a assinatura de contrato celebrada pelo presidente do clube a pensar na época que se avizinha. O clube da Luz chegou a acordo com a agência funerária Servilusa. Sim, essa.

Numa primeira análise pensei tratar-se de uma notícia falsa. Depois ainda me passou pela cabeça que Luís Filipe Vieira tivesse pensado em qualquer do género “se é para enterrarmos isto ao menos vamos fazê-lo como deve ser”. Ou até, quem sabe, uma estratégia para combater a frase “antes morto que benfiquista”. Mas não, a coisa é mesmo a sério.

“…os sócios do clube da Luz possam usufruir de funerais com serviço personalizado com a temática benfiquista.” “…poderão contar ainda com uma cerimónia personalizada que pode ir de uma urna ornamentada com elementos do clube da Luz à hipótese de fazer soar o próprio hino do Benfica no funeral.” DN

Mais uns trocos e o “Barbas” serve um arroz de tamboril com gambas e a águia faz um voo picado desde o cimo da Igreja até à urna. O arcanjo João Gabriel faz um discurso inflamado sobre arbitragem e Luisão e Javi Garcia atiram a primeira pazada de terra numa entrada em carrinho. O falecido pode ainda optar pelo look Jorge Jesus. Uma cabeleira farta de cor indefinida e uma caixa de Trident Senses Mega Mystery. O equipamento é à escolha: o principal ou o alternativo – com a data de nascimento e do óbito e assinatura de todo o plantel. Há ainda a hipótese dos UHF actuarem se ainda estiverem vivos na altura.

Sem qualquer ironia – acho positivo e um exemplo a seguir por todos os clubes. O Benfica mais uma vez inova e conquista mercado, agora na área do pós-vida. E objectivamente um sócio morto reclama menos que um vivo. E atendendo ao preço a que estão os funerais hoje em dia, 12,5% de desconto na factura final é de pensar se não vale a pena ser do Benfica. Nem que seja só depois de morto.

Tiago Mesquita

Pobreza estrutural

Publicado em Maio 18, 2012 por alfredofontinha
Categorias: Política

Dia sim dia sim, ouvimos um membro do Governo perorar sobre as reformas estruturais que o mesmo estará a levar a cabo. Já era talvez altura, uma vez que estamos quase a celebrar-lhe o primeiro aniversário, de tentar perceber de que fala o Executivo quando fala de reformas estruturais.

Comecemos pelo princípio: o Governo encolhido. Era o mais pequeno de sempre, não era? Era. Também é o primeiro de sempre a ter ministros “à solta” para tomar conta de dossiês tão fundamentais e delicados como o das privatizações, ministros cujo salário ninguém conhece e que podem até, com a bênção do PM, integrar conselhos de administração de empresas privadas, eximindo-se a todas as incompatibilidades, obrigações de transparência e de sindicância que se exigem a membros formais do Governo. Inovador, sem dúvida. Talvez a palavra mais adequada seja escandaloso, porém.

Depois, a famosa lei do arrendamento, que vinha de uma vez por todas acabar com o estrangulamento do mercado de aluguer, facilitando os despejos por incumprimento e atualizando rendas antigas. Passados meses sobre a apresentação da dita, continua sem se perceber em que é que altera o existente. Qualquer situação em que não haja acordo entre proprietário e inquilino vai para os tribunais, como antes; e aparentemente os aumentos das rendas, além de limitados pelos proventos dos inquilinos e respetiva idade, só podem ocorrer ao fim de um período alargado. Ou seja: como antes, o Estado continua a impor aos senhorios com alugueres anteriores a 1990 regras que são na prática uma expropriação soft e os obrigam a fazer de segurança social. Onde está a reforma?

O licenciamento zero, então. Do qual o ministro Álvaro adora falar. Incrível, então não é que é uma medida do Governo que tanto execra? A lei que o criou é de abril de 2011. Mas espera, temos a grande reforma na educação: acabar com a avaliação dos professores, essa medida tão socialista, de “Estado gordo” (liberal é não avaliar, claro) e reintroduzir os saudosos exames de 4.ª classe, com os quais todo o mundo civilizado acabou. E desmantelar o programa Novas Oportunidades (NO) antes mesmo de estar pronta a avaliação que deveria concluir se presta ou não, enquanto, à cautela, se retira o País do estudo da OCDE que avalia a aquisição de competências por adultos (estranho, não é? Se afinal se tem a certeza de que o NO não serviu para nada, deveria haver todo o interesse em deixar a OCDE concluir isso mesmo. A não ser que…).

Empobrecimento. Ora bem: aqui temos a grande reforma estrutural, a da redução dos salários, do consumo e do ânimo. Conseguimos já uma belíssima recessão e um fabuloso nível de desemprego, que, aliados à sempre crescentemente admirável (Passos, por lapso, chamou-lhe insuportável) carga fiscal, constituem a soberba obra deste Executivo. Tão soberba que só a modéstia pode explicar que PSD e CDS não tenham baseado a campanha na promessa dela.

Fernanda Câncio

“Confisco” dos subsídios

Publicado em Maio 17, 2012 por alfredofontinha
Categorias: Política

Em notícia difundida pela Lusa, Bagão Félix falou e disse:

“O antigo ministro das Finanças e da Solidariedade Social Bagão Félix classificou hoje a retirada de subsídios de férias e de Natal aos pensionistas, mesmo que temporária, como uma atitude “confiscatória”, uma vez que descontaram sobre 14 meses.

“Quando se retiram os subsídios de Natal e de férias aos pensionistas, sobretudo aos pensionistas cuja pensão resulta dos seus descontos, é confiscatório no pior sentido da palavra porque essas pessoas descontaram sobre 14 meses”, disse Bagão Félix, numa conferência na Faculdade de Economia da Universidade do Porto sobre o novo modelo do Estado social.

Para o antigo ministro de dois governos de coligação PSD/CDS-PP, tal como o atual, estas pessoas “têm um direito constitutivo no sentido em que, de facto, fizeram um desconto sobre 14 meses para terem direito a uma pensão sobre 14 meses”.

Bagão Félix lamentou, ainda, que se tenha vindo a “pulverizar a lógica do Estado social com erros técnicos”, numa altura em que “ninguém fala dos direitos adquiridos”.”

Perante esta posição, vinda de quem vem, não vale a pena acrescentar nem mais uma vírgula.

Vamos aguardar mais algum tempo – quanto? - e acreditar que a decisão do Tribunal Constitucional será justa. Eu acredito.

Alfredo Fontinha 

Onde pára o ministro?

Publicado em Maio 17, 2012 por alfredofontinha
Categorias: Política

O desemprego está a matar o País com uma taxa real de 21 por cento. O flagelo atinge 1 milhão e 224 mil pessoas, entre as quais 115 mil licenciados.

A catástrofe social cresce a cada dia, com uma lei laboral mais flexibilizada que só vem a aumentar o desemprego e não a dinamizar a economia. Com situações estúpidas como a que, no caso do Algarve, conjuga as portagens na Via do Infante, menos férias e menos pontes, liquidando o pouco que resta da restauração e hotelaria. No meio deste desastre onde pára o ministro da Economia? E que respostas tem o Governo que não sejam as habituais do palavreado ridículo? Era bom que dessem notícias sobre o assunto.

Eduardo Dâmaso


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.